Introdução: A cirurgia minimamente invasiva tem revolucionado o tratamento do câncer colorretal, com destaque para as técnicas laparoscópica e robótica. A cirurgia robótica, ao oferecer maior precisão, melhor ergonomia e visão tridimensional ampliada, tem sido proposta como alternativa superior à laparoscópica, especialmente em ressecções oncológicas complexas. No entanto, há debate sobre sua real superioridade em termos de segurança, eficácia e recuperação pós-operatória. Objetivo: Comparar os desfechos clínicos e oncológicos da cirurgia robótica e laparoscópica na ressecção do câncer colorretal, avaliando taxas de complicações, tempo de internação, margens cirúrgicas e recuperação funcional. Metodologia: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2024. Foram utilizados os descritores "câncer colorretal", "cirurgia robótica", "cirurgia laparoscópica" e "desfechos clínicos". Após aplicação de critérios de inclusão e exclusão, 28 estudos foram selecionados para análise. Resultados: Os estudos demonstraram que a cirurgia robótica está associada a menor perda sanguínea intraoperatória, menor tempo de internação e menor incidência de conversão para laparotomia em comparação à laparoscopia. No entanto, o tempo cirúrgico foi significativamente maior na abordagem robótica. Em relação aos desfechos oncológicos, ambas as técnicas apresentaram margens de ressecção livres e taxas de recorrência semelhantes. Discussão: Embora a cirurgia robótica ofereça vantagens técnicas, como melhor dissecção em espaços pélvicos estreitos, os desfechos oncológicos não diferem significativamente da laparoscopia. O maior custo e a necessidade de treinamento especializado ainda são desafios para a ampla implementação da técnica robótica. Estudos adicionais são necessários para avaliar benefícios em longo prazo e custo-efetividade. Considerações Finais: A cirurgia robótica na ressecção do câncer colorretal apresenta vantagens operatórias, mas os benefícios clínicos e oncológicos em relação à laparoscopia ainda não são conclusivos. A escolha da técnica deve considerar individualização do paciente, experiência do cirurgião e disponibilidade de tecnologia.
Comissão Organizadora
Vitoria Vilas Boas
Comissão Científica